Ethan não só
fala como já discursou para amigos de escola e consegue abrir a mão, antes
atrofiada. A terapia consiste em um capacete, criado com base em uma tecnologia
da Nasa para treinar astronautas.
O americano Ethan Myers, de 9 anos,
sofreu um acidente de carro em 2002 que o deixou em coma por um mês. Os médicos
diziam que ele nunca mais voltaria a comer ou andar sem ajuda ou até mesmo
falar. Até 2004 isso foi verdade. Hoje, graças a uma terapia baseada em
videogames, Ethan não só fala como já discursou para amigos de escola e
consegue abrir a mão, antes atrofiada. A terapia consiste em um capacete,
criado com base em uma tecnologia da Nasa para treinar astronautas. Conectado a
qualquer Playstation ou Xbox, o capacete monitora ondas cerebrais e recompensa
a produção de ondas específicas. Se o usuário não está prestando atenção – ou
seja, não emitindo as ondas cerebrais certas –, as ações do jogo ficam mais
difíceis, como fazer uma curva ou acelerar.
O efeito benéfico dos games para o
cérebro é velho conhecido. Jogar videogame ajuda crianças a relacionar fatos,
aumenta a capacidade cognitiva e torna mais ágeis as áreas do cérebro onde
acontece a tomada de decisões e iniciativas. Agora há games criados
exclusivamente para atender hospitais. No Japão, os médicos recomendam a
idosos, além de jogos tradicionais, o game Brain Age, da Nintendo. Criado só
para prevenir a perda da memória, ele traz uma série de testes para manter a
mente ativa. Nos EUA, onde a diabetes é considerada uma epidemia, a
Universidade de Washington desenvolve sistemas para videogames que avisem os
pacientes para medir o nível de glicose. Ao lado, saiba como melhorar sua vida
por meio de um joystick.
Farmácia
eletrônica
Medicamentos genéricos- Uso adulto e infantil
Ben’s Game
Apresentação:
makewish.org/ben
Indicações: Para crianças
portadoras de leucemia. O objetivo do jogo é entrar no corpo humano, destruir
as células cancerosas e combater os efeitos colaterais do tratamento.
Fórmula: Durante os 4 anos
em que lutou contra a leucemia, o americano Ben Duskin, de 11 anos, sentia-se
melhor quando jogava videogames. Em 2005, quase curado, Ben ajudou a empresa
Lucas Arts a desenvolver o game.
Second Life
Apresentação:
www.secondlife.com
Indicações: Para
portadores de problemas de comunicação e interação social, como a síndrome de
Asperger e o autismo. Quem é afetado pela síndrome sente-se bastante
desconfortável em se socializar.
Fórmula: Jogo em rede, o
Second Life tem uma ilha virtual para pessoas com síndrome de Asperger. Nela,
situações de convívio são simuladas para que os pacientes lidem com seus
problemas com menos estresse.
Brain Age
Apresentação:
www.brainage.com
Indicações: Para evitar a
perda de performance do cérebro com a chegada da idade, a Nintendo lançou Brain
Age para games portáteis, mirando o público adulto.
Fórmula: Baseado em um livro de sucesso do
japonês Ryuta Kawashima (Train Your Brain, “Treine Seu Cérebro”), o jogo traz
desafios como desenhar figuras, contar sílabas, questões aritméticas e até o
popular sudoku (abaixo).


.jpg)


0 Response to "GAMES MEDICINAIS"
Postar um comentário