Interpretação
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Risco
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Ousadia
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Essa
é aquela situação em que você vidrou numa gatinha do seu trampo sem que ela ao
menos saiba da sua existência. Não importa muito a freqüência com que você
costuma topar com a boneca -- seja todo dia, na hora do almoço, seja só um dia
da semana, porque você visita uma cliente --, o fato é que você ficou a fim.
Lembre-se de que essas situações exigem um pouco mais de
cuidado de sua parte, ela não é uma completa desconhecida. Mas, se você é um
cara que prefere ousar, há uma investida
clássica para esses casos. Essa mulher, que você vê com
certa freqüência, admira a roupinha que ela usa nos dias de calor, o jeito como
ela mexe no cabelo ou a delicadeza com que cruza
as pernas, mas que mal sabe de sua existência, pois bem,
essa mulher vai receber um presentinho seu.
Calma, você não
vai lhe dar rosas, muito menos um perfume. Sua investida será discreta e mais
inteligente Não importa o estilo que você faça, dê-lhe um livro. Chegue perto
-- ela não vai estranhar tanto, pois também o conhece de vista --, pergunte seu
nome e diga que tem uma coisa que gostaria que ela lesse. Na mesma hora,
entregue o livro, que NÃO vai estar embrulhado, de forma alguma! Não é Natal
nem o aniversário dela, não faça escândalo. Faça, sim, a coisa parecer
informal. Também não escreva nenhuma dedicatória. Seja direto, evite correr
riscos desnecessários.
Dar o livro já é um grande passo.
Chegue com ele na mão, troque algumas palavras com a moça,
mas frise alguns tópicos como "observei
você algumas vezes e esse livro me veio à cabeça, não sei por que, mas acho que
você vai gostar". Não se prolongue
muito, entregue o livro e, educadamente, puxe o cano.
Você já plantou a semente, não seja um cara chato, não
busque atenção. Deixe-a confusa e intrigada. "Quem é esse homem? Por que
ele me deu um livro?". A partir desse dia você deixou de ser um desconhecido e virou um cara. Detalhe:
um cara imprevisível, generoso, observador. Algum tipo de admiração essa mulher
vai nutrir por você, isso é certo.
No próximo encontro ela o verá como "o cara do
livro", você será notado, haverá toda uma mística a seu respeito. "O
que será que ele pode me dar hoje? Ele é sempre assim, ou foi só
aquele dia?". O mais importante é que você
terá alguns dias para pensar no seu próximo passo. Você pode, por exemplo,
abordá-la dias depois e pedir seu telefone Você tem liberdade e moral para
isso, ora essa. Você conquistou esse espaço e ela vai dizer o número.
Mas você
pode, ainda, pensar em algo mais sofisticado, de acordo com seu estilo de vida
e com o que você perceber na moça depois de lhe ter dado o livro. As manhas são
essas. O fato é que, como já foi dito, você plantou a semente. Não arregue,
negue!
DICA DO RAMPA:
Se ela tiver o livro ou já o tiver lido, e disser isso na
hora em que você o mostrar não se desespere. Insista para que ela aceite assim
mesmo (presente não se recusa), e diga algo como "então eu não me equivoquei em minhas observações,
hã?". Fora isso, nenhuma mudança. O ato
continuou original.
DICA DO ISMÁ:
Que livro você vai dar? Não corra risco nessa escolha, evite
temas específicos, livros de auto-ajuda ou coisas do gênero. Seja simples, clássico.
Um livrinho de poemas ou um bom
romance de um escritor brasileiro são boas opções. O mais
importante aqui (e isso precisa ficar claro) não é o livro, mas o ato de
presentear.
Fonte: Livro Manual do Xavequeiro, Fabiano Rampazzo & Ismael de Araújo, pág. 91. Matrix
Editora. 2006



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