Piloto automático: Em São Paulo, a rede de trens é projetada para trabalhar sem interferência humana
RESERVA DE LUXO
Cada trem do metrô de São Paulo possui um maquinista. Porém, ele está lá
mais para verificar se tudo está correndo direito do que para operar o trem.
Quando o automatismo ideal não funciona, aí, sim, ele pode comandar a operação,
usando uma alavanca que alterna os modos automático, semi-automático e manual
ENERGIA VITAL
Nas cidades onde o metrô funciona por eletricidade, o segredo do
movimento é o chamado terceiro trilho: por ele passam os 750 volts de tensão
que energizam os trens. Por meio de uma peça de metal, os vagões recebem a
energia que faz girar os motores. Para evitar que algum infeliz encoste no
trilho e vire churrasquinho, o terceiro trilho fica do lado oposto à plataforma
ATRITO E AREIA
Os freios do metrô funcionam com ar comprimido. Mas nos trechos de
superfície, quando o atrito entre a roda e o trilho diminui por causa da chuva,
entra em ação um sistema de emergência que joga areia no trilho, aumentando o
atrito e ajudando a segurar os vagões
BIG BROTHER
Nas condições ideais, o metrô paulistano funciona em modo automático,
sem interferência humana. Para conferir se está tudo certinho, um grupo de
operadores controla o tráfego dos trens no Centro de Controle Operacional
(CCO). Como a responsabilidade é grande, o CCO é um lugar bem quieto e o turno
de trabalho de cada controlador não passa de seis horas diárias
TELA QUENTE
Esse monitor que você vê ao lado é o principal instrumento de trabalho
dos controladores de tráfego. Ele mostra a situação de toda a linha, indicando
os trens em movimento, os que estão parados e o tempo médio de intervalo entre
eles. Com essas informações, os controladores podem acelerar, parar ou desviar
algum trem quando necessário
VELOCIDADE MÁXIMA
Cada vagão do metrô tem dois motores (com 170 hp de potência cada um)
que funcionam com a energia elétrica enviada pelo terceiro trilho. Os motores
impulsionam as oito rodas do vagão e podem fazer a composição chegar a 100
km/h. Entretanto, por segurança, a velocidade máxima usada no metrô de São
Paulo é 87 km/h, atingida no percurso entre as estações mais distantes
PARADA MILIMÉTRICA
A parada na estação também é automática. Para que ela ocorra no lugar
certo, o terceiro trilho manda impulsos elétricos que diminuem a velocidade do
motor, fazendo com que o trem pare sempre no mesmo ponto, com um erro máximo de
centímetros. Ao longo da linha, caixas de comando ao lado do terceiro trilho
mandam impulsos para o trem acelerar ou reduzir a velocidade



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